• Tatiane Vacchi

Projeto de Acessibilidade: Dicas e Boas Práticas Para Uma Casa Acessível

Atualizado: 20 de Mai de 2019

Seja para uma construção nova, ou para reformas e adequações em uma edificação existente, é comum que seja necessário um projeto de acessibilidade complementar ao projeto arquitetônico. É claro que o projeto arquitetônico já deve seguir os preceitos de acessibilidade e atender à ABNT NBR 9050, mas o projeto de acessibilidade geralmente especifica e detalha alguns elementos que garantam uma edificação inclusiva, por exemplo: projeto de sanitários acessíveis, projeto de mobiliário adequado ao uso de todos, detalhamento da comunicação e sinalização, memorial descritivo e especificações técnicas, entre outros itens.

Neste artigo vamos abordar algumas dicas e boas práticas para tornar uma casa mais acessível e inclusiva, indicar onde encontrar informações e, principalmente, explorar o que deve ter em banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais.


Acessibilidade


A acessibilidade garante espaços mais inclusivos, oferecendo segurança e integridade física para todos que usam determinado espaço ou edificação – inclusive pessoas com necessidades especiais ou de mobilidade reduzida (idosos, gestantes, pais e mães com crianças, cadeirantes… ). Um projeto de acessibilidade assegura o direito de ir e vir, e ainda de usufruir dos mesmos ambientes que uma pessoa sem necessidades especiais, seja para lugares que já foram projetados a partir destes preceitos, ou ainda espaços adaptados.

O ideal é que você contrate um arquiteto para desenvolver o projeto de acessibilidade.


ABNT NBR 9050 e a Acessibilidade no Brasil



A acessibilidade no Brasil tem sido uma preocupação constante nas últimas décadas, especialmente após a validade e exigência da ABNT NBR 9050 (2004) nos projetos arquitetônicos e urbanísticos desenvolvidos em todo o país. Essa NBR trata da acessibilidade das edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, ou seja: deve ser aplicada desde o projeto de acessibilidade de um banheiro ou residência, até ruas e praças públicas. 

Os projetos de acessibilidade nesse caso visam remover todas barreiras impeditivas de acesso, que geram mais do que só um impedimento físico, elas também impedem o usufruto por direito dos espaços físicos, propiciam acidentes e causam constrangimento.

No Brasil, 25% da população possui algum tipo de deficiência. Ao oferecer locais acessíveis para todos, estamos garantindo inclusão e dignidade.


Banheiro adaptado



Existem diversas orientações e detalhes que devem ser observados em um projeto de acessibilidade para banheiros adaptados para pessoas com mobilidade reduzida ou portadores de necessidades especiais. Todas as especificações para a correta execução de um banheiro para deficiente estão na norma NBR 9050, mas algumas das medidas e especificações que devemos ficar mais atentos são: 

Largura e abertura da porta

Mínimo 80 centímetros de largura e precisa ser adotada soleira em rampa, além de abrir para fora – para que um cadeirante possa abrir a porta sem dificuldades.

Altura da pia

As louças são especiais e devem estar dentro das normas de segurança. A pia deve ser suspensa e sua borda superior estar entre 78 centímetros e 80 centímetros de altura em relação ao piso acabado, devendo a parte inferior ser livre de obstáculos e respeitar a altura livre mínima de 73 centímetros. 

Altura e modelo do vaso sanitário

O vaso sanitário deve estar instalado a uma altura entre 43 centímetros e 45 centímetros do piso acabado – medida a partir da borda superior sem o assento. 

Medidas internas do banheiro PNE

Precisa garantir o giro da cadeira livre, ou seja, para uma rotação de 360º é preciso que o banheiro PNE (portador de necessidades especiais) tenha 1,50 metro de diâmetro. 

Oferecer banheiro adaptado para os clientes de bares e restaurantes, dentre outros espaços públicos ou privados destinados ao uso coletivo, passou a ser obrigação desde dezembro de 2000 e o acesso a ele deve ser desimpedido e 100% acessível.


Barras de apoio




As barras de apoio são necessárias para garantir o uso com segurança e autonomia das pessoascom deficiência ou mobilidade reduzida. Todas as barras de apoio utilizadas em sanitários e vestiários devem resistir a um esforço mínimo de 150 kg e estar firmemente fixadas a uma distância mínimade 40 mm entre sua base de suporte, até a face interna da barra. 

As extremidades da barra devem estar fixadas nas paredes ou ter desenvolvimento contínuo até o ponto de fixação com formato recurvado.




Vagas de estacionamento reservadas




O Plano Diretor de cada cidade define a quantidade de vagas de estacionamento que devem ser reservadas para pessoas com necessidades especiais, de acordo com o uso da edificação e com a metragem quadrada construída, e devem ser posicionadas próximas à entrada.

As vagas reservadas para veículo no estacionamento devem ser sinalizadas e demarcadas com o símbolo internacional de acesso ou a descrição de idoso, aplicado na vertical e horizontal.


Adaptações em casa




Geralmente a primeira necessidade de uma casa adaptada para cadeirante é a eliminação dos degraus e construção de rampas de acesso. Se executadas corretamente, além de proporcionar mais conforto na circulação, as rampas também proporcionam autonomia. 

Lembrando que uma casa para cadeirante, é também uma casa confortável para todos.

São consideradas rampas as superfícies de piso com declividade igual ou superior a 5%. Para garantir que uma rampa seja acessível, são definidos os limites máximos de inclinação, os desníveis a serem vencidos e o número máximo de segmentos.

A inclinação das rampas deve ser calculada conforme a seguinte equação: i= h x 100/c

Onde: i é a inclinação, expressa em porcentagem (%); h é a altura do desnível; c é o comprimento da projeção horizontal.

A inclinação máxima recomendada é 8,33%, sendo que em inclinações entre 6,25 % e 8,33 %, é recomendado criar áreas de descanso nos patamares, a cada 50 m de percurso. A largura das rampas deve ser estabelecida de acordo com o fluxo de pessoas. A largura livre mínima recomendável para as rampas em rotas acessíveis é de 1,50m, sendo o mínimo admissível de 1,20 m.

Importante: Toda rampa deve possuir corrimão de duas alturas em cada lado.


Banheiro para idosos




Quando se trata de um projeto de acessibilidade de banheiro para idosos, além de todos os itens já mencionados, é necessário se atentar também à escolha do piso e do acabamento das superfícies. Opte por pisos que estejam em seu estado natural, ou seja, que sejam bem porosos, rugosos, e mais ásperos, para evitar escorregões e quedas. Caso o seu piso seja muito liso e não atenda à Norma de Desempenho, hoje já existem no mercado alguns antiderrapantes líquidos que podem ser aplicados sobre pisos já colocados e que diminuem significativamente o risco de acidentes. 


Corredores



Os corredores para serem acessíveis devem ser dimensionados de acordo com o fluxo de pessoas, assegurando uma faixa livre de barreiras ou obstáculos.

As larguras mínimas para corredores em edificações e equipamentos urbanos são: a) 0,90 m para corredores de uso comum com extensão até 4,00m; 

b) 1,20m para corredores de uso comum com extensão até 10,00 m; e 1,50 m para corredores com extensão superior a 10,00 m; 

c) 1,50m para corredores de uso público; 

d) maior que 1,50 m para grandes fluxos de pessoas.




Quando se trata de projeto de acessibilidade para deficientes visuais, é fundamental que sejam previstos pisos podotáteis e comunicação braile em pontos intuitivos e estratégicos, além da remoção de qualquer barreira ou obstáculo que possa causar acidentes nas principais rotas e caminhos.


Qual dessas dicas vai te ajudar mais no projeto de acessibilidade da sua casa? 


By_ Amanda Tiedt e Fabíola Cordeiro - HOMIFY

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